Elas caem do céu cinzento
Rubras chamas de nosso núcleo terreno
Ronco da natureza em fúria
Força do monstro endógeno
Pompéia esvaída com o vento
Engloba nossa atmosfera com ar sulfúrico
Manto submerso de intensa temperatura
Jorra da terra como pus da ferida
Secreção magmática em forma mais pura
Um rugido do terceiro planeta telúrico
Silício e gás carbônico entopem nossas veias
Asfixiados por fulgor intenso
Poderosos seres caem ao chão
Ricos, pobres, fracos e fortes em consenso
Fujam do fogo que queimam suas traqueias
Ao fim de tudo há paz silenciosa
Vidas se findam de maneira temerosa
A alvorada surge de maneira auspiciosa
Das cinzas do desastre natural
Surge uma esperança
Terra fertilizada pelas cinzas
A primeira semente alcança
O patamar do renascimento conjuntural
