Erupção

Elas caem do céu cinzento

Rubras chamas de nosso núcleo terreno

Ronco da natureza em fúria

Força do monstro endógeno

Pompéia esvaída com o vento

 

Engloba nossa atmosfera com ar sulfúrico 

Manto submerso de intensa temperatura

Jorra da terra como pus da ferida

Secreção magmática em forma mais pura

Um rugido do terceiro planeta telúrico


Silício e gás carbônico entopem nossas veias

Asfixiados por fulgor intenso 

Poderosos seres caem ao chão 

Ricos, pobres, fracos e fortes em consenso

Fujam do fogo que queimam suas traqueias 


Ao fim de tudo há paz silenciosa

Vidas se findam de maneira temerosa 

A alvorada surge de maneira auspiciosa


Das cinzas do desastre natural

Surge uma esperança

Terra fertilizada pelas cinzas

A primeira semente alcança

O patamar do renascimento conjuntural 

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora