Deserto Amado

Dizem que quando alguem se parte
Uma estrela nasce no céu
Mesmo que não veja seu brilho mais
Quero ainda provar seu mel
Minha linda musa, minha Astarte...

Vago por um deserto sem fim
Areia cobre meus olhos, atormento
Ainda que seja cego
Posso olhar para o firmamento
Pegar brilho de sua existência para mim

Ah, se eu pudesse tudo
Apenas pediria alguma coisa singela
Que meus braços alcançassem os céus
Agarrar-me a esperança fútil e bela
Não te chamo pois já estou mudo

Minha voz não lhe alcança
Tampouco meus braços
Mas se pudesse capturar sua estrela
Minha vontade formando como laços
Que prendem você a mim e me lança

A um infinito amor
De esperanças vazias

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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