Este é o ode ao Rei da Benignidade
Arthur Pendragon da Bretanha
Que caçou Cath Palug
Criatura de grande façanha
E matou a besta da calamidade
Ó Rei dos Cavaleiros
Triste fim teve na colina patricida
Repousai em Avalon
Ore, cavaleiro que saúda sua vida
Sir Bedwyr dos leais anseios
Em Camlann pereceu
Pelas mãos do rebelde traidor
Um pilar de luz no reino das fadas
Sua Rhongominyad tomou sua dor
Mas em sua memória não nos perdeu
Ó martelo de Vortigern, o dragão
Rei da Tormenta e das Tempestades
Cavaleiro da Caçada Selvagem
Majestade entre majestades
Uniu sagrado cristão e pagão
Pela Caliburn foi escolhido
O Rei que foi e o que será
Sob as vistas do mago Merlin
Camelot conceberá
Com a Excalibur nunca havia perdido
Ó Vitória Prometida
Expulsou invasores de sua terra
Com o estandarte dos Bretões
Contrato divino desterra
Assim foi o lamento de sua vida
Estabeleceu um reino sob iguais
Em uma Távola redonda
Juntou‐se os melhores
Para combater ameaça hedionda
Impossível de compreender seus corações, ademais
Sir Tristan dissera
O Rei acima dos Homens
Não pode reiná-los
Mesmo perfeitas as suas ordens
Apenas o fim lhe espera
Teve sob sua tutela
Sir Gawain, o galante
Invencível sob o sol
Em sua lealdade se garante
A confiança sem necessidade de cautela
Sir Percival, valente
Era parte de sua comitiva real
Assim como Gareth, o lobo que uiva
E Bors, aquele da indubitável moral
Consagração que, da maldade, é distante
Ouça lamento de Gwynevere, a rainha
Do rei cujas ações tem esplendor
Veja ser exposto seu caso
Com Lancelot,cavaleiro do amor
Cuja vocação do destino tinha
Galahad, de alma casta e pura
Encontrou o graal do Cristo
Trouxe prosperidade e bonança
Ascendeu aos céus sem ser visto
E do reino, foi a cura
Quantos sacrifícios
Quantas mortes
Quantas traições
O apelo de muitas cortes
O Rei sentiu em seus ofícios
A dama do lago o ofertou
A utopia final
Longe de seus inimigos
Mas ele não a aceitou
Pois tinha um reino, afinal
Apenas em sua injusta morte
Obteve o descanso dado aos justos
Pôde atravessar o véu
Prometendo que voltaria aos súditos
Que precisariam qualquer sorte