Ressaca

Meus olhos pesam sobriamente
O chilrear dos pássaros é irritante
O barulho do alarme incomoda meus tímpanos
Oxigênio que antes me supria, agora é sufocante
Com a cabeça doendo, me levanto lentamente

Noite anterior se passa diante de mim
Memória sorridente
Afloram sentimentos efêmeros
Em um coração descontente
Há um alívio momentâneo por fim

Suor humano nos cobre
Álcool nas veias
Movimentos extravagantes
Bela garota nas ameias
Confortamo-nos em sentimento pobre

Etéreos e desvalidados
Entrelaçamo-nos em instinto primitivo
Prazer que se esvai mais rápido
Que as areias de uma ampulheta em definitivo
Quando a natureza rola seus dados

Foi uma boa noite festiva
Dela não sairá nenhum fruto marcante
Nem mesmo me lembrarei
Da bela garota nas ameias picante
No dia seguinte à festa em ativa

Por que procuro prazeres limitados?
Sendo que o limite do amor é desconhecido?
Impávido fogo se apaga
Tomo meu café envelhecido
Por uma noite em companhia dos amados.

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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