Doce beijo da geada desce, frio
Em direção ao solo batente e esguio
Sinuosas curvas por dentro da paisagem esmaragdina
Ciclo se repete por detrás da cortina
Temperatura foge e o astro rei se empalidece
É tempo de escassez e fome ao vilão
Noite adentro possui flâmulas de escuridão
Sonho pueril de uma doce canção escurece
Doce vento gélido em névoa anormal
Deixe-me esperar até a primavera
Em meu abrigo seguro contra o mal
Antes que o calor em meu corpo se torne lenda austera
Tremendo, sem fogo, no meio do escuro inferno
Lembro-me de minha mãezinha querida
Seu olhar através da janela partida
“Avisei-te para fugir antes que chegue o inverno”
Fecho os olhos em prece
O barulho do vento me entristece
A última visão do fantasma de minha mãe desaparece
Parto deste mundo com coração que, de amor, carece
