Gélido Ressoar

Doce beijo da geada desce, frio
Em direção ao solo batente e esguio
Sinuosas curvas por dentro da paisagem esmaragdina
Ciclo se repete por detrás da cortina

Temperatura foge e o astro rei se empalidece
É tempo de escassez e fome ao vilão
Noite adentro possui flâmulas de escuridão
Sonho pueril de uma doce canção escurece

Doce vento gélido em névoa anormal
Deixe-me esperar até a primavera
Em meu abrigo seguro contra o mal
Antes que o calor em meu corpo se torne lenda austera

Tremendo, sem fogo, no meio do escuro inferno
Lembro-me de minha mãezinha querida
Seu olhar através da janela partida
“Avisei-te para fugir antes que chegue o inverno”

Fecho os olhos em prece
O barulho do vento me entristece
A última visão do fantasma de minha mãe desaparece
Parto deste mundo com coração que, de amor, carece

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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