Cubo de Gelo

Mais um cubo de gelo frio 
No meu copo de whisky importado
Para esfriar minha cabeça em devaneio
Esquecer de um mal que não deve ser lembrado
Então, com pequenas peças de tabuleiro, crio

Um teatro bem trabalhado e pouco organizado
Atores principais em desilusões finais
E Secundários sem soluções para seus primórdios
Nem mesmo dicas de seus motes iniciais
Uma peça de um ser bem angustiado

As cortinas se fecham em desilusões
Dos atores se restam apenas cascas vazias
Minha caneta tece mais um roteiro sem fim
Cujos padres podem ver em suas abadias
E monstros de sangue
Observam de suas mansões

Não há limite para a criação
Nem mesmo para o potencial selvagem
Que uma narrativa como essa trás
Temo minha própria sagacidade em linguagem
Pois crio vida em minha Ação

Por fim me deleito de mais uma dose
De um whisky doce e suave
Olho para o céu noturno cheio de estrelas
Me torno uma delas, voando mais alto que qualquer ave
Enfim caio de volta para mais uma simbiose

Óh vida bela de criações infinitas
Me permita continuar dando vida à infinitas histórias.


Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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