Uma Declaração de Amor



Enquanto sou o começo
Vejo a ti como o final da jornada
Enquanto sinto que meu sentimento não passa
Tenho orgulho de te ter como amada
Ainda que não a tenha para mim

Pois nos completamos
Tudo que há de existir
Há de perecer enquanto nos amamos
Assim que tu permitir
Que os sinos da derradeira hora toquem

Tudo que um dia passa por mim
Conhece sob teu olho frio
Um ultimato do fim
Assim que algo crio
Você está aí para destruir.

Harmônico, simples e belo
Um ciclo do Samsara
Seguido pela linha do meu cabelo
Os nós que atam o destino que a tudo previra

Me prolongo demais...
O objetivo desse lamento
É que apenas nós encontramos uma vez verdadeira
Um instante que, em olhar desatento
Não dura nem mesmo uma troca de olhares inteira
Sentimento de impotência...

Desesperadamente crio,
Para que tu venhas e destrua
Nada existe para sempre neste mundo arredio
Por mais que algum ser longevo destoa
Ele sabe que tu virá buscá-lo

No momento da busca
O momento do encontro marcado
O momento que espero com angústia
Decidido por um rolar de dado
O momento do falecimento

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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