Uma gota, uma vez…

Mais uma gota…

No receptáculo infinito de possibilidades

Co(r)po meu cheio de água

Ainda que procure apenas a gota específica

Que me faça sorrir genuinamente


Pela primeira vez…


Julgo que meu cerne não é o suficiente

Ou que não transpareço o que quero que vejam

Ou simplesmente não veem por que não querem

Queria ser a primeira opção dessa gota


Pela primeira vez


Gostaria de ser alvo de seus sentimentos

Recipiente de sentimentos verdadeiros

Quero ser o co(r)po que se procura por vontade

E não aquele por desespero sedento


Um dia, pela primeira vez…


Quero que a resposta da gota d’água seja diferente

Quero que ela seja a que me preencha

Mesmo que por instantes, aceite minha disposição

Aceite meu amor e seja recíproco


Além do mais, se fosse pedir mais algo…

Gostaria que fosse a última vez

Que essa gota me diga, em forte tom de pena

Que um dia, uma gota me preencherá


E mais uma vez, pela primeira vez

Gostaria que, nessa goteira interminável

Me dissessem apenas uma vez

“Posso ser a gota que você tanto quis”

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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