Mais um desabafo sem sentido

Como explicar a que ponto cheguei?
Me sinto forçado a chorar por palavras
Pois não sei como fazer lágrimas descerem
Obtuso ao fato que não mereça
Um alívio que me faça esquecer
Que o mundo não é como gostaria

Que merda,
Por que teve que ser assim?
Apaixonar-se de primeira, sem ao menos provar?
De seus doces lábios cor de cerejeira?
A que me tornei?
Um desesperado que tenta não se afogar?

Se eu pudesse...
Arrancaria meu coração
E o jogaria aos vermes
Que é onde deveria ser consumido
Infantil, tolo, sem noção
Sabia que era tudo isso, mas não quanto

Apesar de me ver em realidade
Acredito que ninguém mais consegue me ver
Ver que sou, de fato, a melhor opção
Para quem deseja desesperadamente amar
Será?
Posso estar enganado

Talvez não sirva para isso
Não seria a primeira vez
Que acredito ter valor maior que sou visto
Em minha soberba acreditei
Que ao futuro e destino poderia mudar

Mas ainda estou preso ao passado que não posso fugir
As coisas são como ciclos
Sempre se repetem
Corrente do Devir me prende
Vou quebrá-las um dia?

Achei que fosse com você que as quebraria
Ainda que a vontade não se apague em mim
As chamas, antes ardentes, agora parecem brasa
Abraço-me a elas evitando que apaguem
Me queimando com meu próprio fogo

Derrotado fui mais uma vez
O destino é implacável
Mas não se preocupe
Que não morrerei nem mesmo morto
Viverei enquanto existir a vontade

De corrigir essa injustiça

Que injustiça?
Não sei dizer,
Mas espero que seja de fato injusto
Ou não terei motivos para tentar
Convencê-la de me amar
Assim como
Ao destino que nos uniu, amei

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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