Vejo as flores murchando
O verde se esvaindo da pintura do horizonte
Veneno que escorre dos seios da Terra
Paraíso perdido que se amarra
Em tristes momentos,
A vida se acaba em morte
A Primavera teve um fim
Folhas caem secas
Nos meus pés descalços
Não há mais verão, apenas o triste outono
Bomba lançada em Gaia nos trás alvorada fria
Um desrespeito a quem nos teve como cria
Embate nuclear deixa o céu amarelo
E nada ameno
Sigo em busca de um sinal de vida
Ah, como eu gostaria de ser um gênio
Pesquisar sobre o mundo e seu mistério
Inventar aquilo que seja de meu convênio
Salvaria minha mente daquele necrotério
Se pudesse mudar o imutável
Quantas vidas seriam salvas?
Quantas mortes evitadas…
Muitos que caíram perante terras alvas
Rejeitando profecia de Nostradamus, inefável
Um erro como humano
Fracasso como anticristo e sofômano
Trouxe a destruição de cacique imano
Meu pai era o próprio Diabo
Vil como nada antes testemunhado
Deixei me levar no caminho que apontava com rabo
Acabei por findar meu mundo amado