Primavera Fria do Anticristo

Vejo as flores murchando
O verde se esvaindo da pintura do horizonte
Veneno que escorre dos seios da Terra
Paraíso perdido que se amarra
Em tristes momentos,
A vida se acaba em morte
A Primavera teve um fim

Folhas caem secas
Nos meus pés descalços
Não há mais verão, apenas o triste outono
Bomba lançada em Gaia nos trás alvorada fria
Um desrespeito a quem nos teve como cria
Embate nuclear deixa o céu amarelo
E nada ameno
Sigo em busca de um sinal de vida

Ah, como eu gostaria de ser um gênio
Pesquisar sobre o mundo e seu mistério
Inventar aquilo que seja de meu convênio
Salvaria minha mente daquele necrotério

Se pudesse mudar o imutável
Quantas vidas seriam salvas?
Quantas mortes evitadas…
Muitos que caíram perante terras alvas
Rejeitando profecia de Nostradamus, inefável

Um erro como humano
Fracasso como anticristo e sofômano
Trouxe a destruição de cacique imano

Meu pai era o próprio Diabo
Vil como nada antes testemunhado
Deixei me levar no caminho que apontava com rabo
Acabei por findar meu mundo amado

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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