Chamas Cruéis D’outra Mulher

Ardentes chamas verdes
Liberam singelo sentimento
Por um breve e cruel momento
Sem que as brumas frias destes

Apaguem meu esmorecimento

Um fogo vil que desperta meu ardor
Uma promessa esquecida
Um falso e sorridente usurpador
Espera por cear em ceia cumprida


Tão forte quanto meu temor

Um som sai da minha boca, xingamento
Meu doppelganger de frias vestes
Recebe insulto como fracionamento
De duas mentes irmãs, em veios celestes

Eu sou o que me trás atordoamento

Na real, sou eu mesma minha dor
Imersa em culpa enegrecida
Crio criatura à mim parecida
Para culpar com todo fulgor

Sem que saibas… sou aquela que está entorpecida

Publicado por GABRIEL DE CASTRO MAIA CARDOSO

Autor de "A Jornada do Legista" Escrevo sobre várias coisas Jornalismo UFMG

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