Ardentes chamas verdes
Liberam singelo sentimento
Por um breve e cruel momento
Sem que as brumas frias destes
Apaguem meu esmorecimento
Um fogo vil que desperta meu ardor
Uma promessa esquecida
Um falso e sorridente usurpador
Espera por cear em ceia cumprida
Tão forte quanto meu temor
Um som sai da minha boca, xingamento
Meu doppelganger de frias vestes
Recebe insulto como fracionamento
De duas mentes irmãs, em veios celestes
Eu sou o que me trás atordoamento
Na real, sou eu mesma minha dor
Imersa em culpa enegrecida
Crio criatura à mim parecida
Para culpar com todo fulgor
Sem que saibas… sou aquela que está entorpecida
