Jaci que guia a prata
Jaci que clareia a mata
Jaci que impõe saudade a i-pê
Jaci nhanderu em seus louvores
Jaci que lava nossas dores
Jaci î, Jaci mbó
Jaci nos mostra o caminho só
Jaci guarda o segredo da floresta
Jaci em nossos corações resta
Jaci, move planta
Jaci, crie espaço
Jaci, sede grata
Jaci, me dê um abraço
Sob o reflexo desta noite
Reflito um aspecto do céu
Cujos monstros descem sobre nós açoite
Enquanto ajoelham sob senhora pura de véu
Jaci î, Jaci mbó
Jaci nos mostra o caminho só
Jaci guarda o segredo da floresta
Jaci em nossos corações resta
Invasores d’além-mar violam
Sob vigia de deuses mortos
Pois aquele que ressuscitou os guiam
Para dominar índios corpos
Oh, Jaci, mãezinha querida
Feche teus olhos brilhantes
Para não ver teus filhos e semelhantes
Brutalizados por tamanha ferida
Jaci î, Jaci mbó
Jaci mostrava o caminho só
Jaci guardava o segredo da floresta
Jaci, em nossos corações, não resta
Sob jugo de violenta bandeira verde e amarela
A opressão, livre, impera
Enquanto os grilhões de nosso povo carregam carga
Do coração de uma derrota amarga
