Tic, TacTic, Tac Está passando mais um dia em vácuoDespido de sentido, razão ou objetivoEnquanto cicatriz mancha destino inócuoDe sujo corpo ausente de motivo Visto-me de negra máscara repleta de personaE me agacho cobrindo as brasas da vital pulsão Enquanto a chama da vontade me abandonaAssim, desesperadamente crio, com paixão As palavras que uso jáContinuar lendo “Stasis”
Arquivos da categoria: Poema
Jaci Prateada
Jaci que guia a prataJaci que clareia a mataJaci que impõe saudade a i-pêJaci nhanderu em seus louvoresJaci que lava nossas dores Jaci î, Jaci mbóJaci nos mostra o caminho sóJaci guarda o segredo da florestaJaci em nossos corações resta Jaci, move plantaJaci, crie espaçoJaci, sede grataJaci, me dê um abraço Sob o reflexo destaContinuar lendo “Jaci Prateada”
Chamas Cruéis D’outra Mulher
Ardentes chamas verdes Liberam singelo sentimento Por um breve e cruel momento Sem que as brumas frias destes Apaguem meu esmorecimento Um fogo vil que desperta meu ardorUma promessa esquecida Um falso e sorridente usurpadorEspera por cear em ceia cumprida Tão forte quanto meu temor Um som sai da minha boca, xingamentoMeu doppelganger de friasContinuar lendo “Chamas Cruéis D’outra Mulher”
Este Sentimento Nostálgico
Grãos de areia percorrem a ampulheta febril Fio do tempo, outrora correu, a muito se partiuConfusão instala em montes de grãos a acumularMemórias que se esvaem, perdidas sem cessar Eu sei… Que em meio a todas essas ondas do rio LeteUma única sensação incômoda se repete Ainda estou aqui… E apesar da casca envelhecida queContinuar lendo “Este Sentimento Nostálgico”
Incêndio na Campina
Devaneio onírico na campina ardente Sinto temor em captar o olhar incandescente De demônio escondido e feição ridente Em meio às chamas de teor clarividente Fogo que consome minha mente Frágil como um reles infante … É tão belo estar neste campo verdejante Olho ao redor e vejo sinais de felicidade exultante Em meio àContinuar lendo “Incêndio na Campina”
Carrossel Luminoso
Ah… tão brilhanteCorro atrás, persigo, esbaforidoA luz divina que me dará tudoMinhas frágeis asas me conduzem até fim distante O caminho é árduo e repleto de horrores colossaisMas, com certeza, me sobressai perante aos demaisGargântuos membros afugentam de confins abissais Olho para trás, já percorri bastanteAinda falta pouco para que chegue em meu objetivoCansado, sigoContinuar lendo “Carrossel Luminoso”
Sem Título e sem Sentimento
Mórbidos corvos mutiladosCaem em abundância de céu poenteSinto no peito dor latentePensando naquilo que me faz carente Um fio luminoso de esperança brilhaEnegrecido pelo desespero crescenteAinda que nenhum enlace seja permanenteVejo o futuro com temor de repente A esperança que morre nos trilhos do tempoRenasce após temporada em fogo ardenteBrevemente extinta por crepitar reluzentePara nuncaContinuar lendo “Sem Título e sem Sentimento”
Um Desconforto
Vejo a tempestade molhar o AtacamaO fogo consumir a grande depressão submarinaO medo preencher o coração daqueles que não tememOdor do caos invade minha narinaEnquanto vejo o ódio declarar que ama Vejo o Vesúvio mais uma vez ruirE de sua boca, leite sairAssim como afogaram em magma no passadoO italiano, em lacticínio, será esmagado AntigamenteContinuar lendo “Um Desconforto”
Banho
Escorre ímpida pela minha pele repleta de cicatrizesLíquido primordial e solúvel infinitoQuando cai em mim a gota da sapiência inevitávelComo um sopro de um vazio incrustado em arenitoEnsaboo-me, cravando uma sequência em inúmeras matrizes Reflito mais uma vez sobre aquilo que me ruiu em internoFaço de tudo para escapar de tão ardente infernoAinda que meuContinuar lendo “Banho”
Primavera Fria do Anticristo
Vejo as flores murchandoO verde se esvaindo da pintura do horizonteVeneno que escorre dos seios da TerraParaíso perdido que se amarraEm tristes momentos, A vida se acaba em morteA Primavera teve um fim Folhas caem secasNos meus pés descalços Não há mais verão, apenas o triste outonoBomba lançada em Gaia nos trás alvorada friaUm desrespeitoContinuar lendo “Primavera Fria do Anticristo”
