Onomatopeias enfeitam meu quartoAmbiente sonoro repleto com o medoDe vários homens escondidos em suas casasLíder em negação aponta seu dedoEnquanto preenche seu bolso fartoAssim como o miasma espectral do vírus mortalPróprio Tânatos caminha nas ruas da cidadeVejo-o da janela, tão belo e temível Assim como Eros, seu irmão em propriedadeDe mãos dadas em vista daContinuar lendo “Cacofonia”
Arquivos da categoria: Poema
Mais um desabafo sem sentido
Como explicar a que ponto cheguei?Me sinto forçado a chorar por palavrasPois não sei como fazer lágrimas desceremObtuso ao fato que não mereça Um alívio que me faça esquecerQue o mundo não é como gostaria Que merda,Por que teve que ser assim?Apaixonar-se de primeira, sem ao menos provar?De seus doces lábios cor de cerejeira?A queContinuar lendo “Mais um desabafo sem sentido”
Uma gota, uma vez…
Mais uma gota… No receptáculo infinito de possibilidades Co(r)po meu cheio de água Ainda que procure apenas a gota específica Que me faça sorrir genuinamente Pela primeira vez… Julgo que meu cerne não é o suficiente Ou que não transpareço o que quero que vejam Ou simplesmente não veem por que não querem Queria serContinuar lendo “Uma gota, uma vez…”
Tubarão da Groelândia
Imortandade sem igual Envelhecimento sem precedentes Um animal sensacional Mais velho que, da sua vó, os pretendentes Sim meus amigos… Esse fudido tem mais de 400 anos Produtos Jequiti envelhecem antes de ti Ainda que seja sozinho, sem manos Continua nadando sem olhar para ti Ótimo carro, por sinal Não sei porque estou enaltecendo TalContinuar lendo “Tubarão da Groelândia”
Salgueiro
Na porta da casa dela haviaUm pacato e repleto de apatiaSalgueiro que me diziaQuanta falta eu sentiaDo momento em que os lábios meusEncostaram nos lábios dela Oh, doce mulherLembro de tê-la comigoOlhar uma flor e a colherSorrindo como um grande amigoAmigos, amantesTalvez perpétuos namorados Se a eternidade fosse assimEfêmera como um toque do destinoQueria queContinuar lendo “Salgueiro”
Uma Declaração de Amor
Enquanto sou o começo Vejo a ti como o final da jornada Enquanto sinto que meu sentimento não passa Tenho orgulho de te ter como amada Ainda que não a tenha para mim Pois nos completamos Tudo que há de existir Há de perecer enquanto nos amamos Assim que tu permitir Que os sinos daContinuar lendo “Uma Declaração de Amor”
Cubo de Gelo
Mais um cubo de gelo frio No meu copo de whisky importado Para esfriar minha cabeça em devaneio Esquecer de um mal que não deve ser lembrado Então, com pequenas peças de tabuleiro, crio Um teatro bem trabalhado e pouco organizado Atores principais em desilusões finais E Secundários sem soluções para seus primórdios Nem mesmoContinuar lendo “Cubo de Gelo”
Aquele que, ao abismo viu
Esse conto acredito precisar de uma explicação melhor dele: É uma releitura, aos moldes que Rei Leão fez com Hamlet. Uma reimaginação de uma história. Foi parte de um desafio que fiz a mim mesmo, a história que escolhi para reimaginar foi “O épico de Gilgamesh “, a primeira história escrita documentada pelo homem. DecidiContinuar lendo “Aquele que, ao abismo viu”
Gélido Ressoar
Doce beijo da geada desce, frioEm direção ao solo batente e esguioSinuosas curvas por dentro da paisagem esmaragdinaCiclo se repete por detrás da cortina Temperatura foge e o astro rei se empalidece É tempo de escassez e fome ao vilão Noite adentro possui flâmulas de escuridão Sonho pueril de uma doce canção escurece Doce ventoContinuar lendo “Gélido Ressoar”
