Tic, TacTic, Tac Está passando mais um dia em vácuoDespido de sentido, razão ou objetivoEnquanto cicatriz mancha destino inócuoDe sujo corpo ausente de motivo Visto-me de negra máscara repleta de personaE me agacho cobrindo as brasas da vital pulsão Enquanto a chama da vontade me abandonaAssim, desesperadamente crio, com paixão As palavras que uso jáContinuar lendo “Stasis”
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Cacofonia
Onomatopeias enfeitam meu quartoAmbiente sonoro repleto com o medoDe vários homens escondidos em suas casasLíder em negação aponta seu dedoEnquanto preenche seu bolso fartoAssim como o miasma espectral do vírus mortalPróprio Tânatos caminha nas ruas da cidadeVejo-o da janela, tão belo e temível Assim como Eros, seu irmão em propriedadeDe mãos dadas em vista daContinuar lendo “Cacofonia”
Mais um desabafo sem sentido
Como explicar a que ponto cheguei?Me sinto forçado a chorar por palavrasPois não sei como fazer lágrimas desceremObtuso ao fato que não mereça Um alívio que me faça esquecerQue o mundo não é como gostaria Que merda,Por que teve que ser assim?Apaixonar-se de primeira, sem ao menos provar?De seus doces lábios cor de cerejeira?A queContinuar lendo “Mais um desabafo sem sentido”
Tubarão da Groelândia
Imortandade sem igual Envelhecimento sem precedentes Um animal sensacional Mais velho que, da sua vó, os pretendentes Sim meus amigos… Esse fudido tem mais de 400 anos Produtos Jequiti envelhecem antes de ti Ainda que seja sozinho, sem manos Continua nadando sem olhar para ti Ótimo carro, por sinal Não sei porque estou enaltecendo TalContinuar lendo “Tubarão da Groelândia”
Salgueiro
Na porta da casa dela haviaUm pacato e repleto de apatiaSalgueiro que me diziaQuanta falta eu sentiaDo momento em que os lábios meusEncostaram nos lábios dela Oh, doce mulherLembro de tê-la comigoOlhar uma flor e a colherSorrindo como um grande amigoAmigos, amantesTalvez perpétuos namorados Se a eternidade fosse assimEfêmera como um toque do destinoQueria queContinuar lendo “Salgueiro”
Cubo de Gelo
Mais um cubo de gelo frio No meu copo de whisky importado Para esfriar minha cabeça em devaneio Esquecer de um mal que não deve ser lembrado Então, com pequenas peças de tabuleiro, crio Um teatro bem trabalhado e pouco organizado Atores principais em desilusões finais E Secundários sem soluções para seus primórdios Nem mesmoContinuar lendo “Cubo de Gelo”
Gélido Ressoar
Doce beijo da geada desce, frioEm direção ao solo batente e esguioSinuosas curvas por dentro da paisagem esmaragdinaCiclo se repete por detrás da cortina Temperatura foge e o astro rei se empalidece É tempo de escassez e fome ao vilão Noite adentro possui flâmulas de escuridão Sonho pueril de uma doce canção escurece Doce ventoContinuar lendo “Gélido Ressoar”
CAOS
Talassofobia
Sinto algo à espreita Uma presença no escuro abissal Leviatã de tamanho colossal Um ser acima de qualquer suspeita Meu barco sente as vibrações Ondas dobram perante suas ações Tão inconstantes quanto as monções Temor do mais profundo nível me domina Algo que até mesmo o Criador abomina Aquele que é o fim da vidaContinuar lendo “Talassofobia”
Divino Castigo
Sinto meu cérebro derreterEnergia esvairBarulho de suas pás girando sem me satizfazerUm grito silencioso se recusa a sairEnquanto ele lá em cima reinaEu aqui em baixo estou sofrendoE enquanto o Homem teimaEle está nos vendoFulgor inexoravel que nos alimenta Apesar de essencialAinda sim nos atormentaSem recompensa no finalComo um guerreiro brilhanteEle empunha seu malhoO solContinuar lendo “Divino Castigo”
