Stasis

Tic, TacTic, Tac Está passando mais um dia em vácuoDespido de sentido, razão ou objetivoEnquanto cicatriz mancha destino inócuoDe sujo corpo ausente de motivo Visto-me de negra máscara repleta de personaE me agacho cobrindo as brasas da vital pulsão Enquanto a chama da vontade me abandonaAssim, desesperadamente crio, com paixão As palavras que uso jáContinuar lendo “Stasis”

Incêndio na Campina

Devaneio onírico na campina ardente Sinto temor em captar o olhar incandescente De demônio escondido e feição ridente Em meio às chamas de teor clarividente  Fogo que consome minha mente Frágil como um reles infante … É tão belo estar neste campo verdejante Olho ao redor e vejo sinais de felicidade exultante Em meio àContinuar lendo “Incêndio na Campina”

Um Desconforto

Vejo a tempestade molhar o AtacamaO fogo consumir a grande depressão submarinaO medo preencher o coração daqueles que não tememOdor do caos invade minha narinaEnquanto vejo o ódio declarar que ama Vejo o Vesúvio mais uma vez ruirE de sua boca, leite sairAssim como afogaram em magma no passadoO italiano, em lacticínio, será esmagado AntigamenteContinuar lendo “Um Desconforto”

Primavera Fria do Anticristo

Vejo as flores murchandoO verde se esvaindo da pintura do horizonteVeneno que escorre dos seios da TerraParaíso perdido que se amarraEm tristes momentos, A vida se acaba em morteA Primavera teve um fim Folhas caem secasNos meus pés descalços Não há mais verão, apenas o triste outonoBomba lançada em Gaia nos trás alvorada friaUm desrespeitoContinuar lendo “Primavera Fria do Anticristo”

Cacofonia

Onomatopeias enfeitam meu quartoAmbiente sonoro repleto com o medoDe vários homens escondidos em suas casasLíder em negação aponta seu dedoEnquanto preenche seu bolso fartoAssim como o miasma espectral do vírus mortalPróprio Tânatos caminha nas ruas da cidadeVejo-o da janela, tão belo e temível Assim como Eros, seu irmão em propriedadeDe mãos dadas em vista daContinuar lendo “Cacofonia”

Mais um desabafo sem sentido

Como explicar a que ponto cheguei?Me sinto forçado a chorar por palavrasPois não sei como fazer lágrimas desceremObtuso ao fato que não mereça Um alívio que me faça esquecerQue o mundo não é como gostaria Que merda,Por que teve que ser assim?Apaixonar-se de primeira, sem ao menos provar?De seus doces lábios cor de cerejeira?A queContinuar lendo “Mais um desabafo sem sentido”

Uma gota, uma vez…

Mais uma gota… No receptáculo infinito de possibilidades Co(r)po meu cheio de água Ainda que procure apenas a gota específica Que me faça sorrir genuinamente Pela primeira vez… Julgo que meu cerne não é o suficiente Ou que não transpareço o que quero que vejam Ou simplesmente não veem por que não querem Queria serContinuar lendo “Uma gota, uma vez…”

Tubarão da Groelândia

Imortandade sem igual Envelhecimento sem precedentes Um animal sensacional Mais velho que, da sua vó, os pretendentes Sim meus amigos… Esse fudido tem mais de 400 anos Produtos Jequiti envelhecem antes de ti Ainda que seja sozinho, sem manos Continua nadando sem olhar para ti Ótimo carro, por sinal Não sei porque estou enaltecendo TalContinuar lendo “Tubarão da Groelândia”

Salgueiro

Na porta da casa dela haviaUm pacato e repleto de apatiaSalgueiro que me diziaQuanta falta eu sentiaDo momento em que os lábios meusEncostaram nos lábios dela Oh, doce mulherLembro de tê-la comigoOlhar uma flor e a colherSorrindo como um grande amigoAmigos, amantesTalvez perpétuos namorados Se a eternidade fosse assimEfêmera como um toque do destinoQueria queContinuar lendo “Salgueiro”

Uma Declaração de Amor

Enquanto sou o começo Vejo a ti como o final da jornada Enquanto sinto que meu sentimento não passa Tenho orgulho de te ter como amada Ainda que não a tenha para mim Pois nos completamos Tudo que há de existir Há de perecer enquanto nos amamos Assim que tu permitir Que os sinos daContinuar lendo “Uma Declaração de Amor”

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