Sinto algo à espreita
Uma presença no escuro abissal
Leviatã de tamanho colossal
Um ser acima de qualquer suspeita
Meu barco sente as vibrações
Ondas dobram perante suas ações
Tão inconstantes quanto as monções
Temor do mais profundo nível me domina
Algo que até mesmo o Criador abomina
Aquele que é o fim da vida
Lamenta a sereia de voz abatida
O mar possui determinado mistério
Pululando em vida como um biotério
Regado em morte como necrotério
Contradições que dinamizam o sentir
Braços viscosos e molhados me perseguem
Seus olhos de peixe não me deixam mentir
Mesmo que meus sentidos o neguem
Voz gutural sem sentido algum
Lança palavras de lugar nenhum
Tão soberbo quanto Meryamun
Possui milhões de nomes
Milhões de faces
O Deus das profundezas
Vai acordar um dia
Em R'leh tem seu derradeiro sono Despertado pelo abandono
Dos seres que deveriam louvá-lo como dono
Não olhe para o abismo, minha criança
O abismo azul que atrai seu olhar Pois assim que sua vista se cruzar
Você abandonará sua crença
Tema...
Tema o mar profundo
Pois ele não teme a nada
E um dia vai nos engolir
Omg incrível
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Gostei, muito bom, 7/10
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