Tic, TacTic, Tac Está passando mais um dia em vácuoDespido de sentido, razão ou objetivoEnquanto cicatriz mancha destino inócuoDe sujo corpo ausente de motivo Visto-me de negra máscara repleta de personaE me agacho cobrindo as brasas da vital pulsão Enquanto a chama da vontade me abandonaAssim, desesperadamente crio, com paixão As palavras que uso jáContinuar lendo “Stasis”
Arquivos da tag:drama
O Mago do Deserto
A areia incomodava seus olhos, arranhava sua íris azulada e grudava em sua pele suada. O poço de água estava a apenas cinco quilômetros do monastério, mas sair em meio ao deserto era cansativo para a criança. Mas seu mestre estava com sede, não havia muito o que fazer se não ir buscar a águaContinuar lendo “O Mago do Deserto”
Negro Como o Sol (Versão Melhorada)
Há muito tempo, entre os astecas, acreditava-se que existiam dois deuses que brigaram pela supremacia do cosmos: eles eram Quetzalcoatl e Tezcatlipoca, respectivamente o dia e a noite. Mas eles disputavam sozinhos na imensidão do cosmos, sem propósito ou adoração. Em uma decisão súbita e impensada, na época do primeiro mundo antes do nosso, TezcatlipocaContinuar lendo “Negro Como o Sol (Versão Melhorada)”
Vício
A cortina da noite descia sob o céu avermelhado do crepúsculo, o barulho intermitente das ondas ressoava em seus ouvidos, e o chilrear alegre dos pássaros aos poucos se calaram perante a crescente sensação do anoitecer. Com o olhar fixo no seu oponente, calculou suas chances: a espada dele era uma Nodachi, também conhecida comoContinuar lendo “Vício”
A ressurreição no quarto 1609
O barulho das rodas do carro estava ressoando nos seus ouvidos como uma sinfonia pouco convidativa, não gostava do asfalto. O conceito em si de algo que se liquefazia e solidificava em meio-ar para que pudéssemos pisar e locomover em cima lhe era estranho. Como se o líquido formado anteriormente por seres vivos únicos eContinuar lendo “A ressurreição no quarto 1609”
Na Estrada com Wotan
A Aposta: O Deus de um olho só repousava em seu trono imponente no castelo de Valaskjálf. Hugin e Munin estavam repousando em seus ombros largos cobertos por um manto escuro. Por toda a parte, valquírias estavam caminhando e cuidando de afazeres domésticos, preparando o banquete dos guerreiros do Valhalla. Foi então que viu entrarContinuar lendo “Na Estrada com Wotan”
Primavera Fria do Anticristo
Vejo as flores murchandoO verde se esvaindo da pintura do horizonteVeneno que escorre dos seios da TerraParaíso perdido que se amarraEm tristes momentos, A vida se acaba em morteA Primavera teve um fim Folhas caem secasNos meus pés descalços Não há mais verão, apenas o triste outonoBomba lançada em Gaia nos trás alvorada friaUm desrespeitoContinuar lendo “Primavera Fria do Anticristo”
Cacofonia
Onomatopeias enfeitam meu quartoAmbiente sonoro repleto com o medoDe vários homens escondidos em suas casasLíder em negação aponta seu dedoEnquanto preenche seu bolso fartoAssim como o miasma espectral do vírus mortalPróprio Tânatos caminha nas ruas da cidadeVejo-o da janela, tão belo e temível Assim como Eros, seu irmão em propriedadeDe mãos dadas em vista daContinuar lendo “Cacofonia”
Mais um desabafo sem sentido
Como explicar a que ponto cheguei?Me sinto forçado a chorar por palavrasPois não sei como fazer lágrimas desceremObtuso ao fato que não mereça Um alívio que me faça esquecerQue o mundo não é como gostaria Que merda,Por que teve que ser assim?Apaixonar-se de primeira, sem ao menos provar?De seus doces lábios cor de cerejeira?A queContinuar lendo “Mais um desabafo sem sentido”
Uma gota, uma vez…
Mais uma gota… No receptáculo infinito de possibilidades Co(r)po meu cheio de água Ainda que procure apenas a gota específica Que me faça sorrir genuinamente Pela primeira vez… Julgo que meu cerne não é o suficiente Ou que não transpareço o que quero que vejam Ou simplesmente não veem por que não querem Queria serContinuar lendo “Uma gota, uma vez…”
